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domingo, 29 de maio de 2011

Mulher de fases: Quem dera ser um peixe...


Após ser ignorada por alguns amigos onde mendigava um pouco de companhia, e tentava ser mais dramática, decidi dar uma volta na cidade. Acredita-me que até nessa volta fiquei a ver navios? Nenhuma alma viva, nenhuma emoção, nem minha lanchonete preferida estava aberta. Vamos ter azar assim, mas nem tanto, ainda mais num só dia!

De repente, na volta, no caminho de casa, recebo um sms:

"A noite já estava linda com essas estrelas e a lua, agora melhorou significativamente. Olha aqui atrás..."

Achei estranho mas virei-me:

 - Oi. Quanto tempo! - numa moto à 10km/h., ele se aproximou, enquanto eu ainda caminhava pela rua.

- Pois é, é turista agora? Não podes sumir assim! - disse-me com um ar tão... sedutor?! e continuou - sobe aí!

 Subir ou não subir? O tempo era tão curto que só pensei na ação e já fui subindo - já que estava no inferno, solitária, sem nada a fazer, e com alguns indícios de quem muito apronta, abracei o capeta, fui ao seu encontro - apronta-se de verdade, e o que for pra ser verdade, vai ser uma verdadeira história.

 Mas não consegui levar adiante - e eu me contento com tão pouco...

 Entre a gente é um novelo de lã tão enrolado, que de uma novela, passa-se a uma saga: quase 3 anos! E nunca dá certo de nos acertarmos. Dessa vez, ele quer algo sério, mas estou num caos em série dividida entre a razão e a emoção, a liberdade e a união, a azaração, a pegação, a curtição... não, não, equívoco!

 A verdade é que nós mulheres nunca sabemos o que queremos. E o que a gente quer é um amor afrodisíaco com humor afrodisíaco, mas achar um homem que te faça rir é tão raro, tão caro, e essa minha cara nem é tão cara assim...

 O que mata é saber que nós mulheres nunca sabemos de nada. O que mata é sabermos que vamos de um extremo ao outro com uma facilidade tremenda. O que mata é despencar de uma altura e nessa queda, rir tanto, mas tanto, que a altura (à essas alturas) já nem importa tanto. O que mata mesmo, é esse nada, nunca estamos satisfeitas com nada.
 
E é esse "nada" que nos faz sermos assim: vazias e cheias ao mesmo tempo: indecisas, confusas, insatisfeitas.
Antes ser, como canta Fagner: "Quem dera ser um peixe...
...seria bem mais fácil só mergulhar e fazer borbulhas de amor!