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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um dia....


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

 


Mário Quintana

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Porque não sou as coisas, e me revolto!

Hoje acordei com uma vontade enorme de ser o Peter Hook tocando essa música. =) ouça!

Da mesma maneira que ele toca. O cara é conhecido por tocar o baixo o mais próximo do chão. Isso mesmo... A maneira que ele toca nos remete a uma revolta contra o modelo, figurativamente, correto. Remete a vontade de ser contrário ao comum. De certa forma, ser marcante, incisivo, decidido.

Vale ressaltar, cá entre nós, que minha habilidade de “músico” nunca ultrapassou algumas músicas do Legião Urbana, Paralamas, Titãs que eu tocava num violão surrado nos tempos vagos das aulas no ensino médio. Só prá impressionar as meninas talvez... rs... Era legal... A gente se divertia.

Além disso, confesso que, só fui conhecer Joy Division pouco depois do suicídio do Ian Curtis, vocalista da banda. Isso, pelos idos de 83, 84 (mal sabia nosso incalto escritor que os rumos de sua vida - me corrija se eu estiver errada - estariam sendo reescritos exatamente neste ano 84!). O cara se suicidou em Maio de 1980.

Ainda lembro-me de um colega da rua em que eu morava me mostrando o disco, era um compacto, O pai dele era da Marinha e vivia viajando. Numa dessas viagens, o cara volta com o disco dessa banda.

A música era sucesso nas festinhas. Porém, o dono do disco e o amigo, nem tanto. Mas, algumas poucas vezes, rendiam uns bons papos e, mais raro ainda, um cinema dias depois... Rsrsrs...

Mas, voltando, hoje eu acordei com essa vontade maluca de ser o Peter Hook tocando essa música num show.

A forma que ele tira o som grave do baixo e, ao mesmo tempo, toma conta do som se colocando à frente dos acordes da guitarra, ditando o caminho da harmonia da música.  Sem falar no seu comportamento no palco. Para ele  e seu baixo, não existe lugar definido ou, categoricamente, determinado. O cara passeia pelo palco arrancando os graves do baixo e atirando ao público.
  
Acredito que essa vontade se manifestou pelo desejo de querer gritar contra alguns fantasmas que insistem em nos assombrar. Pode ser na relação com a pessoa que amamos, no trabalho, na rua quando presenciamos um absurdo qualquer.

Na verdade, hoje, eu acordei com vontade de brigar por aquilo que acredito, por aquilo que tenho certeza que representa a minha paz de espírito, minha felicidade.


 Chega de me importar com o que as pessoas pensam, falam ou, até mesmo, agem para simplesmente interferir na nossa busca pela felicidade.

Eu quero mesmo é ser o Peter Hook e tocar meu baixo com raiva, vontade e ensurdecer qualquer um que não acredita no amor verdadeiro.

Apesar de gostar muito da música, definitivamente, não acredito no título e nem no contexto, pois, já presenciei muitos beijos ao som do baixo do Peter Hook nessa música.


 Por - Joker

sexta-feira, 17 de junho de 2011

1+1 = -2

 
 
  Ela queria ele, ele queria ela e outras; ela sofria, ele nem ligava; ela chorava, ele ria; ela falava, ele não ouvia; ele mentia, ela acreditava; ela o esperava, ele não voltava. Ela queria coisa séria, ele só queria se divertir; ela demonstrava seus sentimentos, ele brincava com seus sentimentos; ela sorria pra ele, ele ria dela; ela acreditava em tudo que ele dizia, ele dizia o mesmo para αs outras; ela se iludia, ele alimentava a ilusão; ela espera por ele, ele já está em outra. Ela ama, ele gosta; ela fazia tudo por ele, ele dizia não se contentar com tão pouco; ela achava que ia dar certo, ele tinha certeza que ia dar errado; ela queria pra sempre, ele só por um momento; ela se entregava, ele evitava; ela falava: eu te amo, ele apenas sorria; ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade; ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima. Ela queria “O”, ele queria “UMA”; ele descobriu que ela era A ÚNICA, ela descobriu que ele era só MAIS UM.

Sempre - no final restamos nós!  

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Minta para mim!

Mentir pra mim é uma arte.
Nunca conseguem.
Parece que sinto, pressinto...
Mentira tem cheiro, cor, sabor e pesa!
As piores são as mentiras que aceitamos.
Aceitamos por medo de admitir a verdade, aceitamos por também estarmos mentindo pra nós mesmas...
Na verdade, ironicamente, a verdade é uma grande mentira.
Mas, com o tempo aprendemos a escolher as que vamos acreditar e as que vamos esquecer, deixar pra lá...
Quem ama bloqueia!
Depois da última experiência demorei menos pra bloquear, deletar, excluir e dar um unfollow eterno!
O problema é que estou mentindo pra mim mesma.
Esqueci de verdade que tinha decidido esquecer e hoje de manhã a primeira coisa que fiz, quando abri o MSN foi olhar, correndo, se a luzinha vermelha estava lá...
Tédio!!!
Me odeio nessas horas!
Como eu deletei , eu não vi...
“O que os olhos não vêem o coração não sente”.
Então não fico abrindo e fechando aquela janelinha querendo dizer alguma coisa, até porque nada do que eu diga vai fazer  diferença.
Eu continuo com a luzinha verde nos contatos dele.
Se quiser falar comigo vai me chamar mas, se já me deletou também não nos falaremos mais, pelo menos até a gente  se encontrar, ter um flashback, mentir, mentir e mentir mais um pouco.
Dizer que tudo vai mudar, que agora é pra valer, pedir desculpas, dizer que sou a maldita pessoa certa.
Então, se re- adiciona no face, no Orkut, no MSN, pega o número do celular , porque até essa altura já mudei até de número e deletei a  agenda pra não correr o risco de ligar ou mandar mensagem, e depois disso tudo...
Nos separamos de novo!
Isso é patético!
Comportamento aparentemente infantil e medíocre, no entanto, é resultado da mistura entre razão e emoção.
A ponderação dos sentimentos.
É o emocional sendo limitado pela razão.
Eu seiii que é mentira, mas foi a mentira mais bonitinha que ouvi, a mentira que eu sempre quis ouvir!
Não vou mentir que eu não minto também... Mas, a diferença é que eu acredito nas minhas mentiras!
Porque é mais forte quem sabe mentir!
Embora, mentir pra si mesmo seja sempre a pior mentira não preciso nem de mil rosas roubadas pra me desculpar comigo mesma.
Afinal... Eu sou mesmo exagerado!
Adoro um amor inventado!

domingo, 12 de junho de 2011

Já sei namorar!


Do tempo que  a garotada (coisa mais antiga do mundo!) grita aos berros a revolução sexual e faz questão de esbanjar a liberdade escancarada dos amores – se é que se pode chamar isso de amores – libertinos, chegamos a uma denominação pouco plausível do que é: namorar.
Pra você o que é ter namorado? Infelizmente não sei o que os brotos responderiam alguns anos atrás,  mas no auge do – ‘ eu sou de todos mundo e todo mundo é de ninguém’ - afirmo com conhecimento de causa que liberdade e libertinagem são distintas, mas muita gente confunde!
 Dae caímos na futilidade efêmera dos relacionamentos atuais, não é só o lance de ficar, quem é que fica hoje? Ninguém... Como diria a Suli – Pega e não se apega!
É legal né? Tipo você pode testar inúmeras combinações até chegar a alguma plausível...o problema é qu ehoje eu não queria testar nada. Hoje eu queria receber flores, não precisava ser rosas vermelhas...Hoje eu queria dar uma voltinha na orla, de mãos dadas sentindo o ventinho que balança as folhas da mangueiras, sentar naquele banco e ficar  olhando o Gil velejar! =)Hoje eu queria um beijo na testa, um afago no cabelo...sem ter certeza de que é agora, ali e depois tô livre, pronta pra outra!
Ficar é fácil... namorado de verdade é difícil! Necessita de tato, de vestidinhos floridos, jeans e sapatilha...necessita de olhares perdidos e encontro de bocas... Precisa de horas de conversa fiada...noites acordadas...fugas! É regado a taças de vinho, doses de caipirinha...ou não!
Cheio de beijos roubados, algumas cenas de ciúme, atrasos... Encontros e desencontros. E aqueles programas loucos, inimaginaveis...tudo tem sentido diferente...  Ou de fato nada tem sentido.
Tem areia da praia, lama de corrida...tem!...Tem beijinho na ponta do nariz, na testa... a cumplicidade – essa é mais que necessária, é urgente e precisa!Tem um tnato de carência...e a gente quase morre de saudade, e no último instante aquele beijo aaaai – tudo de novo!
Tem os momentos de raiva...pra mostrar que depois de uma briguinha conseguimos sorri das besteiras! Caras e bocas, mãos e braços, beijos e abraços....
Tem coração, minha gente!, tem a cabeça no espaço, na nuvens...no infinito e além, mesmo que o infinito caiba no espaço de um beijo!


FELIZ DIA DOS NAMORADOS - pra quem tem, pra quem tá longe, pra quem não tem...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Na hora errada...

Para acabar com um lance bacana junte:
- duas pessoas certas na hora errada, acrescente 
-duas decepções traumatizantes  ( uma para cada pessoa), 
-uma pitada de carência, 
-tesão à gosto,
e pra acompanhar algumas vodcas a mais, gin, tequila, whiskys, cervejas, e muito forró.


Abafe bem a mistura ( sufoque), leve ao forno, asse em fogo alto e forno pré aquecido por quase 3 meses, só então deixe esfriar , desenforme e esqueça, reserve.

Nesse período vá fazer outros pratos! Teste outras receitas, deguste outros petiscos, prove outros sabores e outros acompanhamentos.

Enquanto isso a “pessoa certa” está lá! Se passando por errada e fazendo você se perguntar: existe mesmo uma pessoa certa? E a hora certa?

Se a pessoa é certa sempre será certa? Ou, ela pode se tornar a pessoa  errada?

E se for sempre certa, um dia chegará a hora certa? Ou ela já foi?

A receita parecia gostosa mas depois de pronta não prestou.

Dica: separa-se os ingredientes. Aproveita-se o que for possível. Tente outras combinações.

Quem sabe assim como o vinho o tempo se encarregue de melhorar o sabor, ou como o whisky depois de envelhecido em barris de carvalho fique mais encorpado. Ou a tecnologia se encarregue de dar outros sabores como para vodca. 

No fundo esse lance, ainda parece se ruma boa idéia? Pode até voltar a descer redondo?

Hummm...

É, ás vezes, o amor vai parar na adega ou na geladeira!

Nessa receita indigesta cabem ainda temperos extras como saudade, mágoa, raiva, mais saudade, aventuras, desculpas, fome, fome e mais fome!

E essa  fome só passa quando se devora a presença.


O rosto continua quente, o coração ainda bate acelerado e a lembrança não sai da cabeça.

É, mas este amor não está pronto para ser levado a mesa, só para cama.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mas eu mordo ciúme!

Dar crise, entrar em parafuso, dar pitti...Neura, xilique... Ciúme é coisa natural e comum tanto quanto espirro em depósito de tralha.

Eu tenho e você tem, eu sinto e você também. Se vc nunca teve uma crise, não desanime isso algum dia vai acontecer, tarda mais não falha... 

E aquele papo de que quem ama confia e não sente ciúmes? Isso quem inventou foi o coelhinho da páscoa em reunião com o tio Noel...

Mas pense bem, o ciúme pode ser bem aproveitado ele pode mostrar a quantas anda a relação, é um indicativo para descobrir quão dominador é seu par...

Mas funciona diferente pras calcinhas e pros cuecas quer ver:

A garota dá um perdido no namorado, inventa uma desculpa esfarrapada... Depois aparece no barzinho que onde ele está, no melhor estilo Clube da Luluzinha... O macho Alfa vai querer mostrar pros bolinhas que tem domínio pelo território. Morre de ciúmes, fica vigiando! Se perceber uns olhares...uns carinhas chegando perto... a reação é imediata. Atenção pra reação dele, nada de abusos... Não rola exagero... Lembre-se que você não tem dono! É bom ter respeito pela liberdade e espaço alheios!

O ideal é que os homens reajam ao perigo tentando resguardar o relacionamento: no outro dia ele vai estar te amando mais que hoje, te achando mais linda que nunca, e cheio de floreios...  Esse é verdadeiro macho com ciúmes: acende uma luz vermelha e o cara corre para sanar o prejuízo. É um estalo! Bom pra acordar quem se acomoda!

Se a situação se inverte - a luz vermelha indica: Prepare-se pra reação! Elas são boas quando são más... E acredite, elas utilizam isso pra ferir... Nessa hora não costumamos pensar em nós, queremos mesmo é esfregar na cara dele que nós temos quem queremos, na hora que queremos! Pode ser o mais idiota do mundo, e se você pensar isso – esse é o alvo da garota! 

As meninas não tomam posição em agradar os cuecas. Elas querem mostrar que também dominam, mas em outras freguesias. Dependendo da mulher: depois de toda besteira vão bater na sua porta lá pelas tantas da madrugada, jurar que não rolou nada, e que você é o grande idiota culpado por tudo aquilo! Ai ela toma uma ducha, veste sua camisa e dorme do seu lado... eu disse: DORME!

Acredite, é melhor que sua namorada-ficante-affair-pretendente a pretendida faça um escândalo do que se vingue... As escandalosas dão um fora fenomenal, elas assinam um atestado de culpa e incompetência e  ainda eximem os machos de culpa. Fora que a outra sempre é a piranha da vez... e ele? Ham... capaz... capaz que tranquilamente eu o tire das mãos da outra – e ainda diga que acabou a diversão porque a dona precisa levar o cretino pra casa...Tudo isso com os cabelos no lugar, o perfume maravilhoso e um vestido de matar impecável... Só pra você pensar no que perdeu!

Em casa... ai em casa a gente se resolve!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Amor: Ter um Lixo é um Luxo!


Sabe que não é fácil dizer isso com todas as letras. Não, não é nada fácil mesmo, não pra mim, acredite!

É difícil dizer qual a data ideal pra se dizer 'eu te amo'. Pode ser depois de um ano ou 6 meses. Tem gente que ama tanto, que se conhece uma pessoa hoje, amanhã já diz "eu te amo" pra ela. A esses o meu Honra ao Mérito, e umas pontas de inveja por simplesmente saber amar e se entregar no amor. Infelizmente, não sou assim. Burra! Por isso que está sozinha, se tivesse dito "eu te amo", por exemplo, ontem, naquela festa em que encontrou aquele carinha que tinha ficado na balada passada, quem sabe não estaria aí sozinha...
Ei, espera aí, me desculpe se eu s
ou daquelas que participam da comunidade do orkut, e da teoria que diz: "Te amo não é bom dia". E não é mesmo! 
'Bom dia!', a gente diz pra qualquer um, a qualquer dia, se quiser, todos os dias. "Te amo", não! Pra dizer um 'eu te amo' tem que ser num dia especial, pra alguém especial; e pra me entregar assim, tem que ser algo/alguém muito, muito, muito, importante... mas muito importante M-E-S-M-O!

E eu? Amo sim, claro, mas não dessa forma tão 'dada'. 

Amo discretamente, comigo mesma, e não faço questão que a pessoa saiba. Digo, é claro que quero que saiba, mas é que tem gente que, como já disse, vive dizendo isso e ao longo do tempo soa tão... falso!

O meu dizer 'Eu te amo' são com algumas pistas: são algumas palavras que correspondem à minha forma de amar, de admirar, de dizer que amo e admiro. 
De fato, o que eu queria dizer mesmo, era um 'eu te amo' para uma pessoa em especial através de um trecho da melhor música, da frase mais tocante, o dizer mais bem escrito... Um "Eu te amo" dedicado a esse alguém que eu realmente amasse... que eu amasse... amasse? Ama...ssar, só se for!
Amassar. Por enquanto é como o meu 'eu te amo' se encontra: amassado!
Talvez eu tenha até jogado na lixeira. Amassei e joguei na lixeira. Amassei e joguei na lixeira, mas o carro de lixo ainda não passou pra pegar o lixo da lixeira. E eu nem faço tanta questão de pôr o lixo da lixeira pra fora, para que o carro de lixo o pegue... Pegar. Em pensar que até o lixo vai ser pego por alguém, e eu não, é deprimente, uma humilhação T-O-T-A-L!
Será que um dia vou recuperá-lo? O tal do lixo, o tal do amor... Não, não! Deixa ele lá amassado! Um dia, quem sabe, é pra isso que existe a reciclagem, não é?
Enquanto isso, deixa eu aqui me questionando:

Se eu sou a tampa, cadê minha BIC?

Iiih, tá vencido!

Ora vejam só, já não basta a banalização dos compromissados, ainda me apresentam a tal pesquisa que me inspira a olhar o rótulo de meu relacionamento, é aquela quem marca o prazo de validade da paixão.

Ah, a pulga ficou cricrilando, não que de imediato eu tenha feito o teste pra conferir a quantas anda o prazo...

Minha gente,  que diabo de revolução é essa que torna tudo, até os seres humanos, meros fugazes? Feito pão que tem prazo para ser consumido... (nada haver o trocadilho... Nem tive a intenção!), depois disso: lixo!

Então, me peguei analisando os prós e contras, quais são os critérios que definem a tal data? Mas não é que em alguns casos procede:

- Alguns meses depois do começo, daquela fase grudenta e apaixonante, vem a fase cotidiana – mais morninha, menos derretida... mas casual.
- Pior que essa é a fase da mesmice – tudo igual desde sempre, mesmos amigos, mesmos programas, o perfume dele não inebria mais, a expectativa da chegada - nem ao menos o aguarda mais, aquele tremelique nas pernas, foi-se...
- A criatura só vive cansada, não quer mais sair, sempre atrasada, perdeu o ânimo...
- Aquela música, a música tema do romance, que antes tocava ininterruptamente, não toca mais. As palavrinhas do Drumonnd que apareciam até nas placas e out doors, desapareceram... A era do romantismo sucumbiu!


Por quê?

O prazo de validade estraga tudo?! Não existem mais coincidências, perdemos o senso – na verdade acho que reencontramos, ora porque ele (a) não tem tempo pra nós (nunca o teve), ora porque esta sempre ausente, por que... São mil porquês que tapávamos com a peneira, e hoje são motivo PLAUSÍVEL pra desistir...

Tudo o que antes existia e nós só percebemos hoje, depois do cansaço, depois que as regalias do cotidiano foram escancaradas.

Na verdade o tempo deveria aprimorar nossos sentimentos, tornar-nos mais pacientes e beligerantes, resilientes e afáveis...

Ao menos você pode pensar que depois que o prazo de validade expira e o lance se mostra firme e forte é tempo de comemorar!

Nós mesmos somos passageiros (do que passa, e vai embora), mutáveis... acreditar que ‘ nada vai mudar entre nós’ é bonitinho, mas será que procede? Na real, deveríamos atinar pra isso e nos preparar para driblar o cotidiano, a inércia, esquecer a sensatez e fazer umas besteiras vez por outra. E não deixar que o cotidiano nos engula e desbote tudo...

Controle a data de validade...a menos que o outro seja descartável e perecível!