terça-feira, 31 de maio de 2011

Amor: Ter um Lixo é um Luxo!


Sabe que não é fácil dizer isso com todas as letras. Não, não é nada fácil mesmo, não pra mim, acredite!

É difícil dizer qual a data ideal pra se dizer 'eu te amo'. Pode ser depois de um ano ou 6 meses. Tem gente que ama tanto, que se conhece uma pessoa hoje, amanhã já diz "eu te amo" pra ela. A esses o meu Honra ao Mérito, e umas pontas de inveja por simplesmente saber amar e se entregar no amor. Infelizmente, não sou assim. Burra! Por isso que está sozinha, se tivesse dito "eu te amo", por exemplo, ontem, naquela festa em que encontrou aquele carinha que tinha ficado na balada passada, quem sabe não estaria aí sozinha...
Ei, espera aí, me desculpe se eu s
ou daquelas que participam da comunidade do orkut, e da teoria que diz: "Te amo não é bom dia". E não é mesmo! 
'Bom dia!', a gente diz pra qualquer um, a qualquer dia, se quiser, todos os dias. "Te amo", não! Pra dizer um 'eu te amo' tem que ser num dia especial, pra alguém especial; e pra me entregar assim, tem que ser algo/alguém muito, muito, muito, importante... mas muito importante M-E-S-M-O!

E eu? Amo sim, claro, mas não dessa forma tão 'dada'. 

Amo discretamente, comigo mesma, e não faço questão que a pessoa saiba. Digo, é claro que quero que saiba, mas é que tem gente que, como já disse, vive dizendo isso e ao longo do tempo soa tão... falso!

O meu dizer 'Eu te amo' são com algumas pistas: são algumas palavras que correspondem à minha forma de amar, de admirar, de dizer que amo e admiro. 
De fato, o que eu queria dizer mesmo, era um 'eu te amo' para uma pessoa em especial através de um trecho da melhor música, da frase mais tocante, o dizer mais bem escrito... Um "Eu te amo" dedicado a esse alguém que eu realmente amasse... que eu amasse... amasse? Ama...ssar, só se for!
Amassar. Por enquanto é como o meu 'eu te amo' se encontra: amassado!
Talvez eu tenha até jogado na lixeira. Amassei e joguei na lixeira. Amassei e joguei na lixeira, mas o carro de lixo ainda não passou pra pegar o lixo da lixeira. E eu nem faço tanta questão de pôr o lixo da lixeira pra fora, para que o carro de lixo o pegue... Pegar. Em pensar que até o lixo vai ser pego por alguém, e eu não, é deprimente, uma humilhação T-O-T-A-L!
Será que um dia vou recuperá-lo? O tal do lixo, o tal do amor... Não, não! Deixa ele lá amassado! Um dia, quem sabe, é pra isso que existe a reciclagem, não é?
Enquanto isso, deixa eu aqui me questionando:

Se eu sou a tampa, cadê minha BIC?

Iiih, tá vencido!

Ora vejam só, já não basta a banalização dos compromissados, ainda me apresentam a tal pesquisa que me inspira a olhar o rótulo de meu relacionamento, é aquela quem marca o prazo de validade da paixão.

Ah, a pulga ficou cricrilando, não que de imediato eu tenha feito o teste pra conferir a quantas anda o prazo...

Minha gente,  que diabo de revolução é essa que torna tudo, até os seres humanos, meros fugazes? Feito pão que tem prazo para ser consumido... (nada haver o trocadilho... Nem tive a intenção!), depois disso: lixo!

Então, me peguei analisando os prós e contras, quais são os critérios que definem a tal data? Mas não é que em alguns casos procede:

- Alguns meses depois do começo, daquela fase grudenta e apaixonante, vem a fase cotidiana – mais morninha, menos derretida... mas casual.
- Pior que essa é a fase da mesmice – tudo igual desde sempre, mesmos amigos, mesmos programas, o perfume dele não inebria mais, a expectativa da chegada - nem ao menos o aguarda mais, aquele tremelique nas pernas, foi-se...
- A criatura só vive cansada, não quer mais sair, sempre atrasada, perdeu o ânimo...
- Aquela música, a música tema do romance, que antes tocava ininterruptamente, não toca mais. As palavrinhas do Drumonnd que apareciam até nas placas e out doors, desapareceram... A era do romantismo sucumbiu!


Por quê?

O prazo de validade estraga tudo?! Não existem mais coincidências, perdemos o senso – na verdade acho que reencontramos, ora porque ele (a) não tem tempo pra nós (nunca o teve), ora porque esta sempre ausente, por que... São mil porquês que tapávamos com a peneira, e hoje são motivo PLAUSÍVEL pra desistir...

Tudo o que antes existia e nós só percebemos hoje, depois do cansaço, depois que as regalias do cotidiano foram escancaradas.

Na verdade o tempo deveria aprimorar nossos sentimentos, tornar-nos mais pacientes e beligerantes, resilientes e afáveis...

Ao menos você pode pensar que depois que o prazo de validade expira e o lance se mostra firme e forte é tempo de comemorar!

Nós mesmos somos passageiros (do que passa, e vai embora), mutáveis... acreditar que ‘ nada vai mudar entre nós’ é bonitinho, mas será que procede? Na real, deveríamos atinar pra isso e nos preparar para driblar o cotidiano, a inércia, esquecer a sensatez e fazer umas besteiras vez por outra. E não deixar que o cotidiano nos engula e desbote tudo...

Controle a data de validade...a menos que o outro seja descartável e perecível!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ARTE da vingança I:


 Segunda, 7 e pouca da manhã...tomando café...papeando com as gurias:

 
Na verdade não diria que foi vingança. Foi uma liçãozinha!

Estava saindo da faculdade e liguei pro digníssimo: - Oi minha vida onde você está?



Isso foi só pra cumprir a praxe, já que sabemos que a essa hora a pessoa deveria estar em casa. Situando vocês - estamos em plena terça-feira após as 22h30...
Mas..: - Estou no calçadão. – leia-se: local familiar, é uma lanchonete. 

Começou o disparate... Monte de gente rindo e falando alto...

- Onde?
- Eeeer, to na casa de um amigo...- toca o telefone pro amigo que me ensina o caminho da bendita casa.
- Aham...sei...tô indo!Aguarde! (sinal de perigo)
Cerca de 15 minutos depois, aos prantos, desesperada...
- Fulano! Vem pra cá...Eu bati o carro...eu acabei com o carro... eu nem consigo sair daqui...A culpa foi sua que não tinha nada que ir pra farra!!...chorando.
- Calma, fica calma, onde? Onde você está?
- Eu não sei onde é... Acho que é perto do retorno da rua 15...chorando...
- Cadê o outro envolvido? Fica calma, não chama a perícia!
- Vem logo... Chorando...
10 minutos depois, em um trajeto que em geral consome cerca de 25 minutos...]
- Cadê você? Eu to no retorno, não to te vendo? Cadê o cara....?
- Chorando... Eu to na Rua Z, o cara fugiu e to perseguindo ele....chorando!
- Onde? Essa porcaria de operadora... – o cara esta desesperado rumo a Rua Z...
- Alô, onde você está? Estou preocupado, não to te vendo na...
- Chorando... eu já cheguei em casa...vem pra cá...

A garota chega, de onde nunca saiu, saí do carro, se encosta na porta, examina as unhas...canta...boceja... O cara chega, ofegante, parece que veio correndo...

- Você ta bem? Se machucou? Estava preocupado... Mas onde bateu? - Rodeia o caro mil vezes - (será que tô muito bêbado?) Não estou vendo nada...
- Isso é pra você aprender a não mentir pra mim! Sabe por quê? Porque eu também sei mentir! Agora você fica em casa que eu vou pro calçadão...


 A história é verídica, e longe de mim estar incentivando esse tipo de atitude...hehehe... Pense que ensinar é um ato de amor!

domingo, 29 de maio de 2011

Mulher de fases: Quem dera ser um peixe...


Após ser ignorada por alguns amigos onde mendigava um pouco de companhia, e tentava ser mais dramática, decidi dar uma volta na cidade. Acredita-me que até nessa volta fiquei a ver navios? Nenhuma alma viva, nenhuma emoção, nem minha lanchonete preferida estava aberta. Vamos ter azar assim, mas nem tanto, ainda mais num só dia!

De repente, na volta, no caminho de casa, recebo um sms:

"A noite já estava linda com essas estrelas e a lua, agora melhorou significativamente. Olha aqui atrás..."

Achei estranho mas virei-me:

 - Oi. Quanto tempo! - numa moto à 10km/h., ele se aproximou, enquanto eu ainda caminhava pela rua.

- Pois é, é turista agora? Não podes sumir assim! - disse-me com um ar tão... sedutor?! e continuou - sobe aí!

 Subir ou não subir? O tempo era tão curto que só pensei na ação e já fui subindo - já que estava no inferno, solitária, sem nada a fazer, e com alguns indícios de quem muito apronta, abracei o capeta, fui ao seu encontro - apronta-se de verdade, e o que for pra ser verdade, vai ser uma verdadeira história.

 Mas não consegui levar adiante - e eu me contento com tão pouco...

 Entre a gente é um novelo de lã tão enrolado, que de uma novela, passa-se a uma saga: quase 3 anos! E nunca dá certo de nos acertarmos. Dessa vez, ele quer algo sério, mas estou num caos em série dividida entre a razão e a emoção, a liberdade e a união, a azaração, a pegação, a curtição... não, não, equívoco!

 A verdade é que nós mulheres nunca sabemos o que queremos. E o que a gente quer é um amor afrodisíaco com humor afrodisíaco, mas achar um homem que te faça rir é tão raro, tão caro, e essa minha cara nem é tão cara assim...

 O que mata é saber que nós mulheres nunca sabemos de nada. O que mata é sabermos que vamos de um extremo ao outro com uma facilidade tremenda. O que mata é despencar de uma altura e nessa queda, rir tanto, mas tanto, que a altura (à essas alturas) já nem importa tanto. O que mata mesmo, é esse nada, nunca estamos satisfeitas com nada.
 
E é esse "nada" que nos faz sermos assim: vazias e cheias ao mesmo tempo: indecisas, confusas, insatisfeitas.
Antes ser, como canta Fagner: "Quem dera ser um peixe...
...seria bem mais fácil só mergulhar e fazer borbulhas de amor!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Devácidas: doces e amáveis

Devassas são boas ou são más? Nem um nem outro são apenas devassas.

A palavra devassa significa inquérito, sindicância. Inquérito é investigação. Ato ou efeito de inquirir. Conjunto de atos e diligências que visam apurar alguma coisa.

Sindicância, inquérito. A função do síndico.  Sindico, indivíduo escolhido para defender os interesses de uma associação, classe...

Por outro ponto de vista, o ponto de vista machista da palavra, devassa é um neologismo feminino de devasso! E, devasso é o que diz- se do homem dissoluto, libertino. Dissoluto é o mesmo que corrupto. E libertino, ah libertino é o homem lascivo, libidinoso, relativo ao prazer sexual ou ao que se sugere tal ato.


Lascivas, libertinas, dissolutas, libidinosas, síndicas: DEVASSAS!

Falamos o que queremos, queremos a quem queremos, geralmente conseguimos e quando não conseguimos destruímos. 

Solidariedade também é uma característica ímpar das devassas. Mistura de doidas e de santas como já dizia Martha Medeiros. 

Umas boas meninas más. Decididas sempre, ardidas como pimenta quase sempre.

Devassas são sempre as mesmas mas, não serão as mesmas para sempre. Gostam de tudo o que é bom, boa música, boa comida, boa bebida, boa leitura, boa festa e homens bons!

Devassas podem até não saber de tudo, podem também  não entender exatamente o que vai na cabeça de quem elas querem. A grande diferença é que devassas sabem exatamente o que ELAS querem e porque querem e quando querem vão direto ao ponto, com sutileza é claro! 

Feliz do homem que pode dizer que uma devassa é sua, não pela simples posse, mas  por conseguir que ela queira ser apenas dele.


Por Kk Rangel