segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Amor de férias não volta às aulas.

Assim como um amor de carnaval termina na quarta- feira de
cinzas um amor de férias não volta às aulas.
É incrível, conseguiram cientifizar a paixão.
Dura 3 meses.
A minha acabou hoje.
Prazo de validade vencido, paixão vencida!
Como tudo o que tem prazo e é perecível a paixão estraga
depois disso.
E, de fato: acaba.
Essa reincidente paixão  que ressurgiu em mim no dia, ou
melhor, na noite, madrugada de  30 abril se suportou até 30 de
julho.
Paixão estragada, vencida e superada, parte-se pra outra.
Coincidentemente , esse retrocesso sentimental se dá de ano em
ano próximo ao período das férias.
É um amor sazonal o amor de férias e junto com as férias acaba
o amor.
O amor ás vezes pega recuperação, reprova... Desiste de
estudar...
Aí não tem volta às aulas, não tem material escolar novo, não
tem reencontro, não tem sala nova, nem novos lugares, novos
professores, não tem nada, a menos que você mude de escola e
ainda assim...
Amor não combina com teoria, metafísica, álgebra ou
sociolinguística ( se bem que até combinaria com o uso da
língua).
Mas, livros não combinam com amor, a menos que sejam
romances.
Romances não combinam comigo , a menos que sejam
verdadeiros.
Dessa forma... Adeus!
Espero que não reproves meu amor!
Até o ano que vem... Se, você passar de ano!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

por dois minutos...


E eu sabia que cada palavra que eu sorvia era uma mentira, mascarada de azul e lilás. Assim mesmo a seguinte vinha vermelha, ardente, urgente e pungente.

Sabia que aquela alegria laranja estampada nos versos de ‘vai ser assim’ – daqui a pouco desbotariam, amarelado...roto, cinza...triste.

Eu sabia. Sabia mesmo que o azul anil brilhante e viril daqui a pouco faria transparecer um roxo sombrio e angustiante. Nada daquilo que eu ouvia, segurando o queixo e escancarando um sorriso, nada seria real, nem por dois segundos depois de pronunciados.

Talvez até o momento derradeiro de explodirem mundo a fora, fosse verdades, verdades não, fossem anseios, desejos...prenúncio do que seriam planos... Mas isso é besteira, e verdade absoluta é que nada daquilo é verdade.

Eu me permitia seguir anestesiada naquela loucura insana de crer infinita e piamente no que nunca seria real. Me permitiria aqueles dois segundo, beberia as palavras mesmo sabendo que depois só me restaria o sabor amargo, e mesmo assim seguiria com uma sede insana das mentiras...

Isso é tudo, mas esse tudo me convertia no que eu queria, no que eu pensava, no que eu almejava... Isso só se concretizava assim, então queria mesmo respirar por dois segundo e ficar sem fôlego até que voltasses novamente...
 e dois segundos depois tudo viraria cinza...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um dia....


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

 


Mário Quintana

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Segredos de liquidifica-dor

Sem nada pra fazer , não que eu não tenha mesmo o que fazer, mas sem nada de interessante, entusiasmante e alegre e festivo pra fazer, aqui estou eu, com uma folha de papel ( mentira!), uma página do Word, sistematizando pensamentos loucos, mais uma vez. Costumo fazer isso com certa freqüência e geralmente quando estou assim meio down. 

Só que hoje é diferente!

Lembrei – me do que um amigo disse: “Depois de um certo tempo as mulheres ficam com coração de homem!”

É, posso dizer que adquiri com o passar do tempo e as sucessivas desilusões um coração mais cético.Não, eu não deixei de amar, de me apaixonar rápida e intensamente.Aprendi com o tempo a sorrir dos desencontros. Entendi que se alguém é seu, será sempre seu. Não importa o tempo que passe, as distâncias que se abram entre vocês. O amor sempre  resiste. O amor não morrerá jamais.

A distância e o tempo fazem as paixões fugazes  se perderem no espaço, enquanto esse mesmo tempo e essa mesma distância podem intensificar as grandes paixões. Assim como o vento apaga uma vela e atiça uma fogueira.

Li isso em uma dessas mensagens de celular. É incrível como hoje em dia a informação chega com tanta velocidade e facilidade até nós. Essa velocidade facilita para alguns e dificulta para outros. Perdemos a noção de tempo, distância e privacidade.

Eu preciso aprender a amar nesse tempo de facilidades tão difíceis para um amor real e verdadeiro. O amor não é feito de incertezas e interpretações subjetivas de posts, status e scrapts!Amar, requer tempo! E  pra mim... Agora é tempo de amar!

E enquanto isso...  Você  segue desperdiçando meu mel...devagarzinho flor em flor!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Porque não sou as coisas, e me revolto!

Hoje acordei com uma vontade enorme de ser o Peter Hook tocando essa música. =) ouça!

Da mesma maneira que ele toca. O cara é conhecido por tocar o baixo o mais próximo do chão. Isso mesmo... A maneira que ele toca nos remete a uma revolta contra o modelo, figurativamente, correto. Remete a vontade de ser contrário ao comum. De certa forma, ser marcante, incisivo, decidido.

Vale ressaltar, cá entre nós, que minha habilidade de “músico” nunca ultrapassou algumas músicas do Legião Urbana, Paralamas, Titãs que eu tocava num violão surrado nos tempos vagos das aulas no ensino médio. Só prá impressionar as meninas talvez... rs... Era legal... A gente se divertia.

Além disso, confesso que, só fui conhecer Joy Division pouco depois do suicídio do Ian Curtis, vocalista da banda. Isso, pelos idos de 83, 84 (mal sabia nosso incalto escritor que os rumos de sua vida - me corrija se eu estiver errada - estariam sendo reescritos exatamente neste ano 84!). O cara se suicidou em Maio de 1980.

Ainda lembro-me de um colega da rua em que eu morava me mostrando o disco, era um compacto, O pai dele era da Marinha e vivia viajando. Numa dessas viagens, o cara volta com o disco dessa banda.

A música era sucesso nas festinhas. Porém, o dono do disco e o amigo, nem tanto. Mas, algumas poucas vezes, rendiam uns bons papos e, mais raro ainda, um cinema dias depois... Rsrsrs...

Mas, voltando, hoje eu acordei com essa vontade maluca de ser o Peter Hook tocando essa música num show.

A forma que ele tira o som grave do baixo e, ao mesmo tempo, toma conta do som se colocando à frente dos acordes da guitarra, ditando o caminho da harmonia da música.  Sem falar no seu comportamento no palco. Para ele  e seu baixo, não existe lugar definido ou, categoricamente, determinado. O cara passeia pelo palco arrancando os graves do baixo e atirando ao público.
  
Acredito que essa vontade se manifestou pelo desejo de querer gritar contra alguns fantasmas que insistem em nos assombrar. Pode ser na relação com a pessoa que amamos, no trabalho, na rua quando presenciamos um absurdo qualquer.

Na verdade, hoje, eu acordei com vontade de brigar por aquilo que acredito, por aquilo que tenho certeza que representa a minha paz de espírito, minha felicidade.


 Chega de me importar com o que as pessoas pensam, falam ou, até mesmo, agem para simplesmente interferir na nossa busca pela felicidade.

Eu quero mesmo é ser o Peter Hook e tocar meu baixo com raiva, vontade e ensurdecer qualquer um que não acredita no amor verdadeiro.

Apesar de gostar muito da música, definitivamente, não acredito no título e nem no contexto, pois, já presenciei muitos beijos ao som do baixo do Peter Hook nessa música.


 Por - Joker

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Minta pra mim!


Ah, eu tenho uma paixão inveterada, insana e incompreendida por seres mentirosos! Eu tenho sim. Sou desconfiada por natureza e creio pouco: leia-se non creo! Até que se prove o contrário fico com os pés atrás, olhos e sobrancelha arregalados, o dedinho indicador pressionando os lábios....

É, foi sempre assim, aquele papo de que eu tô doente e não posso ir? Dâe você chega lá e a pessoa estava tão mal que precisou de enfermeira... Ela estava vestida de enfermeira mesmo... Fato!

Depois disso não me privei de nada por ninguém, e nem acreditei. Não pense que fui intolerante e generalizei – toda generalização é burra? Burra?

Não vou à festa porque tenho trabalho da facu pra entregar. Pois bem, fiquei ai! EU fui, cheguei descobri que o trabalho era em trio... Mas me poupei de ter que ouvir que o cara das fotos era parecido, igualzinho, idêntico, mas não era ele... Pense pelo lado bom: não precisei terminar! E me diverti bastante... Aqui nesse arraial não tem próxima dança não...

O problema foi que nesse dia, eis que aparece a criatura. Não, você não está entendendo, depois de uns tantos anos me divertindo à custa das mentiras que os garotos contam – porque eu haveria de chorar? Você me passa uma perna, eu passo as duas! Nem reclamo, nem choro, vou lá dou um beijinho de despedida e: seja feliz querido...

Pois é, o problema é que esse aqui era diferente... Sim! Por esta caipirinha que me refresca a memória, como ele era... Desde o primeiro momento foi! Madrugada, festa, open bar... Acordei de camiseta, do lado cama um bilhetinho, uma bandeja com café... Fecho os olhos e abro freneticamente, tento abrir,quem foi que acordou o sol de mal humor?! 

Depois disso seguiram-se uns dias memoráveis, carinhos, sms bonitinhas... E o fim de semana! ‘ Não posso ir, preciso entregar relatórios... ’ – ‘ Há! Bingo, eu sabia!’ Fui, 1h30, 2h00, 3h30...nada...foi pra outro bar... Outros, outros, outros...

A garota chega, bate na porta explica tudo. Ele cuida dela, escuta...cura  a ressaca...

Noutro dia ela liga pra pedir desculpas. A outra atende, - ah, o fulano?Liga daqui a pouco que eu to de toalha e não posso ir lá fora chamá-lo! – Glup! Aham, eu ligo sim....

A criatura ainda estava de toalha 30 minutos depois quando abriu a porta...Em seguida aparece o cara, só de toalha. – Mas que salseiro é esse? – Você poderia ter esperado eu ligar...no fim das contas que estava de toalha: eu!

A garota era irmã dele e estava preparando um jantar de pedido de namoro... Eu não achei nada bonitinho. Termino antes ou depois? Depois – preciso saber se de fato essa papo procede.

  E lá estávamos nós. E eu pensando em que horas falar...dae lá vem uma caixinha vermelha, ele abriu e disse q era apenas um símbolo que gostaria q estivesse sempre pertinho do meu coração...uma correntinha com uma pedrinha furta-cor, e nossas iniciais.

- Eu não posso aceitar...me desculpe.

- Eu entendo que aconteceram muitos incidentes, que eu pareci uma pessoa desleal... Mas entenda, foram apenas incidentes... eu sempre falei a verdade, fui sincero... Acredite em mim!

- Esse é o problema...Você só me diz a verdade! Minta pra mim....

sexta-feira, 17 de junho de 2011

1+1 = -2

 
 
  Ela queria ele, ele queria ela e outras; ela sofria, ele nem ligava; ela chorava, ele ria; ela falava, ele não ouvia; ele mentia, ela acreditava; ela o esperava, ele não voltava. Ela queria coisa séria, ele só queria se divertir; ela demonstrava seus sentimentos, ele brincava com seus sentimentos; ela sorria pra ele, ele ria dela; ela acreditava em tudo que ele dizia, ele dizia o mesmo para αs outras; ela se iludia, ele alimentava a ilusão; ela espera por ele, ele já está em outra. Ela ama, ele gosta; ela fazia tudo por ele, ele dizia não se contentar com tão pouco; ela achava que ia dar certo, ele tinha certeza que ia dar errado; ela queria pra sempre, ele só por um momento; ela se entregava, ele evitava; ela falava: eu te amo, ele apenas sorria; ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade; ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima. Ela queria “O”, ele queria “UMA”; ele descobriu que ela era A ÚNICA, ela descobriu que ele era só MAIS UM.

Sempre - no final restamos nós!